Editorial



AOS HOMENS DE FÉ

Dizem que a fé remove montanhas...
Nada contra a essa extremosa expressão de fé, retirada de uma parábola bíblica, apenas pergunto: Em quem? Fé em que? No que?
 Todos os dias milhares de pessoas acordam cheias de objetivos com seu trabalho, com seu sucesso e com suas expectativas de vida cotidiana. Todas essas pessoas têm fé. Fé em conseguir um bom trabalho; uma promoção; um aumento de salário; uma casa, um carro, ou até mesmo um amor acima de qualquer suspeita. Todos certamente têm fé.
Retirando Deus dessa discussão, por ser a maior expressão de fé da humanidade, a fé em quem, deixe os nervos de qualquer pessoa em pedaços.
Fé na Justiça? Essa fé é muito questionável, porque ela não é absoluta guardiã no direito e da razão no nosso século. Basta que se folhei os inúmeros casos de injustiça praticada pela justiça que delega poderes de mando e desmando sobre a vida das pessoas nas mãos de pessoas que consciente ou inconscientemente dela faz uso destruindo sonhos, esperanças e fé.
Fé no Estado? Nesse ponto, as coisas ficam bem complicadas para a vida desse cidadão que tem fé no poder público. Um emaranhado de falcatruas, formas de persuasão, coerção exterminam a fé de qualquer pessoa! No mundo onde vale mais aquele que detém o controle social e o poder econômico, não sobra migalhas para ninguém?
O grande problema do nosso século não é encontrar a fé e sim depositar a fé em quem, em que, no que! Levando o homem a optar incondicionalmente por dois caminhos, o da submissão ou o da opressão, chegando muitos a desistir no meio do caminho....
A  ovacionada demo-cracia estrategicamente representa o exercício de fé na vida do homem moderno. Porque ela faz o homem acreditar que tem direitos e se sentir um cidadão, quando na verdade, burla o que há de mais intrínseco no homem, que é a sua subjetividade.
No mundo moderno, a ética a e moral foram encarceradas.
A cooperação e a solidariedade, dizimadas.
O conhecimento e as concepções de vida que todos aqueles que têm fé nos valores humanos possuem, soterrados.
Em meio a uma grande tempestade em um mar repleto de tubarões, o destino da pobre piabinha é sucumbir em sua fé nos homens, na justiça, na esperança de dias melhores. Restando-lhe como última e única opção, resignar-se e aceitar seu próprio fracasso, porque uma andorinha sozinha não faz verão, já diz o sábio adágio popular.
No entanto, alguns heróis anônimos, bravamente continuam exercitando sua  fé.
Fé que a ira de Deus se abata sobre todos demo-cratas!
Fé que a justiça de Deus prevaleça frente aos injustos, incautos e sonegadores cumpridores da lei, que usam  em beneficio próprio ou de seus asseclas leis confeccionadas e encomendadas sob medida para seus propósitos perversos.
  que aos justos e retos de espírito caberá o reino de Deus, enquanto que aos injustos, corruptos e assassinos dos sonhos dos homens de boa vontade, caberá o reino do INFERNO!
Pensado assim, é prazeroso ter fé e esperar que chegue o dia do JUIZO FINAL!

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